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CUT-RS realiza vigília em frente ao PP nesta terça e pressiona Ana Amélia a votar contra reforma trabalhista

 

A CUT-RS fará uma vigília, a partir das 14h desta terça-feira (11/07), em frente à sede estadual do Partido Progressista (PP), localizada na Praça da Matriz, no centro de Porto Alegre. O objetivo é pressionar a senadora Ana Amélia Lemos (PP), para que vote contra o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 38/2017, já aprovado na Câmara dos Deputados.

Trata-se da reforma trabalhista do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB). O projeto, apoiado pelas federações empresariais,  pode ser votado no plenário do Senado nesta terça, conforme anunciou o presidente da Casa, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE). “Com a vígilia, vamos pressionar os senadores gaúchos até o último minuto para salvar os direitos trabalhistas da classe trabalhadora”, afirma o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

No mesmo dia, as entidades sindicais também farão vigílias semelhantes em frente às sedes municipais do PP ou nos escritórios políticos da senadora no interior do Rio Grande do Sul. “Estaremos mobilizados na Capital e no Interior para exigir que a senadora vote contra essa reforma que representa uma volta ao século 19”, explica Claudir.

Cuidar das pessoas é votar contra a reforma trabalhista

O dirigente da CUT-RS afirma que a senadora tem que honrar os compromissos assumidos com o povo gaúcho na campanha eleitoral. “Ela nunca falou que iria retirar direitos, mas afirmava que cuidaria das pessoas”, lembra.

“Por isso, a nossa pressão é para que a Ana Amélia cumpra com o que prometeu. A senadora não foi eleita para acabar com o futuro de quem trabalha. Cuidar das pessoas é votar contra a reforma trabalhista”, disse Claudir.

Precarização do trabalho

Caso essa reforma seja aprovada no Senado, bastará a sanção de Temer para implementar um projeto que não vai gerar empregos, mas irá acabar com a carteira assinada para milhões de trabalhadores.

A reforma irá permitir a terceirização da atividade fim das empresas, a pejotização, a jornada intermitente (o trabalhador só recebe pelas horas trabalhadas), a ampliação do contrato de trabalho temporário (de 3 meses para 6 meses), do contrato por tempo parcial  (de 25 para 30 horas semanais), além de possibilitar negociar 13 direitos fundamentais entre patrões e empregados em termos piores do que prevê a CLT (o chamado negociado sobre o legislado), dentre outros retrocessos.

“A precarização do trabalho vai empobrecer os trabalhadores, aumentando a miséria e a exclusão social. Vai também enfraquecer os sindicatos e limitar a atuação da Justiça do Trabalho. Vai ainda reduzir a arrecadação do INSS, provocando uma nova escravidão no Brasil em pleno século 21”, alerta Claudir.

  1. Fonte: CUT-RS
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