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Para CUT-RS, aumento de impostos nos combustíveis é mais um ataque de Temer nos pobres

“O aumento de impostos nos combustíveis, baixado pelo governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB), é mais um golpe nos pobres e vai aprofundar o desemprego e a recessão econômica do país, na contramão da retomada do crescimento para gerar empregos e renda.” A avaliação é do presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, que se mostrou “perplexo com o reajuste descabido”, que elevará os preços dos alimentos, das cargas e dos serviços.

O anúncio ocorreu uma semana depois que o presidente golpista fez “uma gastança”, segundo Nespolo, ao liberar R$ 16 bilhões em emendas parlamentares para comprar votos de deputados na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e evitar a aceitação da denúncia para ser investigado no STF por corrupção passiva. Um litro de gasolina ficará R$ 0,41 mais caro e o custo para abastecer um tanque de 50 litros terá alta de 11,8%.

“Esse aumento é mais uma medida cruel do governo, que poupa novamente os banqueiros e os rentistas, que continuarão lucrando muito dinheiro com as altas taxas de juros, enquanto penaliza duramente a classe trabalhadora, vítima das chamadas reforma trabalhista, aprovada no Congresso e já sancionada por Temer, e da Previdência, que os golpistas pretendem votar em agosto”, critica o presidente da CUT-RS.

Nespolo aponta que “o aumento nos combustíveis é pior do que o tarifaço aplicado pelo governador José Ivo Sartori (PMDB), em 2015, que não resolveu a crise do Estado. A arrecadação cresceu, mas os servidores públicos continuam com os salários parcelados e arrochados”.

O dirigente da CUT-RS lembra também que os combustíveis ficam mais caros, ao mesmo tempo em que o deputado federal Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG), relator da medida provisória do novo Refis, o programa de parcelamento de débitos tributários e previdenciários, amplia a concessão de descontos generosos de juros e multas aos devedores, incluindo vários deputados e senadores. Segundo a imprensa, a nova versão do relatório pretende perdoar 73% da dívida a ser negociada.

“Cadê os patos amarelos e os batedores de panelas, que pediam o impeachment da presidenta Dilma, mas agora estão sumidos diante da corrupção dos ladrões de direitos e do aumento dos impostos nos combustíveis?”, questiona Nespolo.

O Brasil, aponta o dirigente sindical, não vai sair da crise aumentando impostos, retirando direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, e fazendo os pobres pagarem a conta. “O caminho é a volta da democracia, com o afastamento de Temer e a realização de eleições direitas, a fim de criar as condições para retomar o crescimento econômico e reacender a esperança do povo brasileiro”, conclui.

 

Fonte: CUT-RS

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