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Mesmo com a derrota na reforma trabalhista, a luta em defesa dos direitos dos trabalhadores vai continuar, disse Vidor

Guiomar Vidor, presidente da Fecosul, que esteve em Brasília com dirigentes sindicais da entidade, no dia de ontem (11), acompanhando a votação do PL 38/2017, usou a palavra resistência, para resumir o posicionamento da entidade daqui para frente.
 
“O pior aconteceu, mesmo com mais de 85% da população brasileira sendo contrária a aprovação da reforma, os senadores, em sua maioria, votaram com o governo, a favor do texto, atacando, mais uma vez, a classe trabalhadora do nosso país. A nós cabe a resistência, dia após dia, nas ruas, nas negociações com os empregadores e no judiciário, visto que a maioria das alterações são inconstitucional”, afirmou Vidor.
 
O texto-base da reforma trabalhista, proposto pelo governo Michel Temer no ano passado e articulada pelo empresariado, foi aprovado no Senado, na noite da última terça-feira, por 50 votos a 26 – com uma abstenção. O projeto prevê mais de 200 alterações em trechos da CLT, com destaque para pontos que poderão ser negociados diretamente entre empregadores e empregados, trabalho intermitente, terceirização plena, redução de horário de alimentação para 30 minutos, limitação da justiça do trabalho, trabalho insalubre para mulheres grávidas, enfraquecimento dos sindicatos, dentre outros temas.
 
A reforma, no entendimento do movimento sindical e demais entidades que debatem e vivenciam o mundo do trabalho diariamente, como OAB, Amatra, Agetra, Ministério Público do Trabalho, Justiça do Trabalho, apresenta vários pontos de inconstitucionalidade e representa o maior retrocesso da história brasileira, pois fragiliza tanto as relações de trabalho como a justiça do trabalho.

Em ato realizado no dia da votação, em frente ao TRT, em Porto Alegre, a presidente do Tribunal, a desembargadora Beatriz Renck, falou em prejuízo aos trabalhadores e destacou algo ainda mais grave.

“As leis trabalhistas, no Brasil, são protetivas, pois não existe uma relação de igualdade entre os que precisam do emprego para sobreviver e aqueles que os empregam. Com a reforma, a proteção ao trabalhador diminui e a exploração aumenta”, resumiu a desembargadora.

 
Fonte: Fecosul
 
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