Notícias
Maioria da base do governo na Câmara de Viamão rejeita criação de comissão para acompanhar negociação entre Intersindical e Prefeitura
Na sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Viamão realizada no dia 31 de julho de 2025, foi rejeitado o Requerimento nº 62/2025, de autoria do vereador Marco Antonio Nunes Vieira, que solicitava a criação de uma Comissão Provisória Especial para acompanhar possíveis negociações entre a Intersindical de Viamão e o Poder Executivo Municipal.
O requerimento foi votado nominalmente e obteve 5 votos favoráveis, 11 contrários, 1 abstenção e 3 ausências — resultando na sua reprovação. A votação foi marcada por forte articulação da base governista, que, conforme registrado, seguiu orientação do líder do governo para votar contra a proposta.
A proposta visava garantir transparência e diálogo entre as partes, especialmente diante de conflitos sobre a destinação de área utilizada pela Intersindical. A entidade sindical tem tentado diálogo com o Executivo Municipal, mas não obteve retorno efetivo. A rejeição da criação da comissão é mais um episódio que demonstra o bloqueio à participação social nas decisões que envolvem o patrimônio público e os direitos dos trabalhadores.
Além disso, vale destacar que na resposta oficial enviada pelo prefeito à Câmara de Vereadores, foi informado que a área em questão estaria sendo destinada à instalação de um curso profissionalizante**, o que levanta dúvidas sobre os critérios e a transparência da decisão, já que nenhuma consulta pública ou audiência foi realizada sobre o tema.
Iniciativa no Senado Federal
Diante do impasse local e da constante recusa do prefeito em dialogar com os trabalhadores e suas representações, foi acertado com o senador Paulo Paim (PT-RS) que o Senado Federal poderá realizar uma audiência pública em Viamão para tratar do caso.
A audiência deverá abordar tanto a tentativa de retirada da Intersindical do espaço que ocupa, quanto outras pautas relevantes para os movimentos sociais do município. O pedido oficial está sendo encaminhado ao senador, com o objetivo de garantir um espaço de escuta pública e institucional.
“A experiência tem mostrado que o prefeito não recebe os trabalhadores nem suas entidades. Por isso, estamos recorrendo a outras instâncias, como o Senado, para garantir que esse debate ocorra de forma democrática e transparente”, destacou o coordenador da Intersindical, Paulo Ferreira.
Veja como votou cada parlamentar:
Votaram a favor da criação da comissão:
* Alex Sander Alves Boscaini (PT)
* Eda Regina da Silva Giendruckzak (PDT)
* Eraldo Antonio Almeida Roggia (MDB)
* Marco Antonio Borrega Nunes Vieira (PDT)
* Maurício Vera Carravetta (Progressistas)
Votaram contra, seguindo orientação do governo:
* Alexandre Gomes Mello (Republicanos)
* Dilamar de Jesus Silva (PSDB)
* Kiko Venâncio (Podemos)
* Leandro Alves Bonato (PSDB)
* Lucas da Silva de Souza (União)
* Lucianinho (PSDB)
* Luis Antônio Menezes de Souza (PSDB)
* Luis Felipe Almada (Progressistas)
* Marcus Vinícius Costa Alves (AGIR)
* Plinio Rogério da Silva (PSDB)
* Thiago Rodrigues Gutierres (PSD)
Absteve-se:
* Jonas Rodrigues (PL)
Ausentes:
* Diego da Costa Petry (PSDB)
* Diego Ramos dos Santos (PSDB)
* Duda Peres (PSDB)
